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Entrevista com Padre Stefano Alberto (Dom Pino), sacerdote católico, professor na Universidade Católica do Sagrado Coração (Milão, Itália), na qual aponta os desafios atuais do catolicismo e indica que os jovens são, em si, uma riqueza a qual a Igreja deve apoiar e tutoriar. O entrevistador, jornalista russo Alexej Mansur, conduz o bate-papo de um tal modo que Dom Pino faz ver as contradições e obstáculos que se interpõe, tantas vezes, à fé católica. Muita inteligência, lucidez e carisma. Para os que ainda não encontraram um caminho e também para os que almejam uma aproximação maior entre ocidente e oriente.

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No próximo 26 de agosto o Sistema Operacional Linux faz aniversário, 26 anos! Eu uso esse sistema desde 2005, sendo que de modo exclusivo (sem dual boot), desde 2006; não tenho nada a reclamar…

Alguns podem até dizer: “Mas usando o Linux eu tenho de aprender algo novo, não está nada pronto, prefiro o outro que é só ligar e usar…” Só que se esquecem que o Sistema Operacional (S.O) Linux inova e cresce a cada ano, melhorando consideravelmente sua usabilidade. Hoje em dia, com distribuições Linux tais como Ubuntu basta ligar o computador e fazer tudo que se quer sem maiores problemas. Ora, mas quando surge uma oportunidade de aprender, isso não é bom e nos faz crescer, mudar? Abram-se para a aprendizagem!

Que tal dar-se de presente investimentos na formação pessoal que poderão tornar a vida mais alegre e com sabor?
1) Leia um clássico da literatura (nacional ou internacional). Veja bem, Clássico não é sinônimo de Best-Seller. Um clássico é uma história que perdura ao longo do tempo devido a sua qualidade artística e ao fato de seu conteúdo corresponder enormemente aos anseios e modos de expressar os universais (todos os Homens, todos os Tempos).livros-antigos-1412763493_50
2) Aprenda algo novo que possa ser ofertado como presente aos outros ao longo do ano: dançar, cozinhar, patch-work, dobraduras, canto, música, pintura, consertos domésticos, massagem…imagine a alegria que você poderá dar a um amigo ou amiga ao tirá-lo para dançar em um próximo encontro? Ou a surpresa das colegas de república por estarem apreciando um novo prato dominical? Ou ainda a cara de espanto quando fizeres aquele conserto na calça, blusa, banheiro ou chuveiro da namorada?
3) Dedique-se a treinar a arte do silêncio. Ficar em silêncio é muito difícil, especialmente nos dias de hoje, repletos de estímulos por todos os lados (sem falar no fiu-fiu do Whatsup). Mas todos nós sabemos que um minuto de verdadeiro silêncio é, claramente, uma experiência alucinante, apavorante, desconsertante!! Eis, talvez, o receio que todos nós temos, mais ou menos, por estarmos sós (eu me recordo que, quando jovem, ao chegar sozinho na república, a primeira coisa que fazia era ligar a televisão!). Treine-se para apreciar, de pouco a pouco, o silêncio. No começo, provavelmente, os pensamentos serão tantos, tão confusos, abundantes e ricos, que você ficará cansado, desestimulado. Mas aos poucos, permita que uma pergunta guie seu caminho. Pode ser um “Quem, de fato, sou eu?” ou talvez “O que, realmente, me traz alegria e contentamento?”. Músicas de fundo bem escolhidas podem, paradoxalmente, ajudar-nos a adentrar neste verdadeiro silêncio. O resultado é revigorante, alentador. O silêncio não é vazio, mas germinante.
4) Invista em alguma ferramenta básica para os estudos: conhecimento sobre a organização e acervo da Biblioteca, aprendizado de línguas, Estatística, Filosofia, História da Arte, Economia, Sociologia, Antropologia, novas ferramentas de produção em informática etc.. Há apenas uma centena de milhares de livros te esperando em outras línguas na nossa Biblioteca, e também online, na internet. Conhecer a Biblioteca da sua cidade ou Universidade, pode até parecer banal, das coisas mais básicas mas, a cada ano que passa, mais distantes. No entanto, tenha certeza, o aprendizado no conforto de sua casa, diante de seu computador pessoal, sabe-se hoje, difere profundamente (qualitativa e quantitativamente) do aprendizado stricto senso (ao vivo, que exige o esforço de sair de casa, mas que estimula exponencialmente mais seus vários sentidos e, deste modo, tem mais chance ser ser efetivo).
Ainda de férias? Lute contra a tendência à repetição, à mesmice, à estagnação. Aprenda algo.

Pode uma ação pessoal mudar o mundo? Qual a relação entre o que é local e o que é mundial? Como encontrar a proporção justa entre o meu agir e os meios para obter os resultados desejados? O que provoca em nós o modo espetacular próprio dos Mass Mídia contemporâneos? O que fazer com nossos fantasmas (desejos profundos) de nos tornar super-homens (mulheres)?
Nesta palestra realizada em 2015, o jovem filósoso francês Fabrice Hadjadj, diretor do Instituto Philantropos, dirige-se a um público específico: participantes da empresa Ecologie Humaine, que partilha também diversos valores e interesses em comum com o filósofo. É genial a maneira como conduz sua reflexão e nos vai abrindo a consciência para os limites e os paradoxos do nosso tempo: a proximidade da tecnologia que nos afasta; a alteridade que está sempre disponível (através do smartphone) mas que não atua como legítimo Outro! Sugere, ao longo da fala, estratégias mais humanas – fugir do jacobismo e entrar no jacobianismo, por exemplo -, autênticas de enfrentamento destes e de outros dilemas contemporâneos. Finaliza com uma pérola do pensamento mundial. Um video que pode transformar aqueles que desejam ser fonte de mudança!

Se, como dizem os físicos, há muito mais espaço e vazio no Universo do que matéria, se, todo esse vazio sustenta o “cheio” ou “concreto” então a ideia original de Manoel de Barros, de fotografar o SILÊNCIO é esplendorosa!

Difícil fotografar o silêncio

Difícil fotografar o silêncio,780LeonardoAlenza-15Elborracho_zps6a0f6392
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada, a minha aldeia estava morta. Não se via ou ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã. Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada. Preparei minha máquina de novo. Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado. Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo. Fotografei o perdão. Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre. Por fim eu enxerguei a nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com maiakoviski – seu criador. Fotografei a nuvem de calça e o poeta. Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
Mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.

Manoel de Barros BARROS, M. Ensaios fotográficos. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000

Imagem:  Leonardo-Alenza y Nieto (1807-1848) “El borracho” – óleo sobre tela.

Descobri a possibilidade de mapas mentais para incrementar o estudo e o aprendizado meio por acaso. Qualquer pessoa que já teve como tarefa organizar uma apresentação, retirar de variados materiais – artigos, livros, aulas, apresentações, filmes etc. – uma informação ou ideia a ser apresentada, já fez, muitas vezes intuitivamente, uma organização dos elementos que achou mais importante a ser apresentado. O simples sublinhar ou usar dos marca textos para destacar uma frase ou conceito em um texto é já um importante auxílio para a memória. É como se disséssemos: Meu cérebro querido, aqui há uma frase que eu gostaria de me lembrar mais.”

Processar estas ideias ou frases destacadas em uma listas de fatos ou conceitos centrais do argumento do autor, relacionar os conceitos ou exemplos é já uma maneira de “mapear” um determinado tema.

Os mais avançadinhos e ousados provavelmente já até se aventuravam em organizar os elementos a serem apresentados em forma menos linear do que o tradicional Resumo, produzindo algo mais pra um esquema ou estrutura. Ai teríamos um MAPA CONCEITUAL.

Mapa mental Professores Enlace formacao

Fonte: Mapa Conceitual que produzi como auxílio na preparção de uma Formação para Professores usando do software Kdissert/Semantik

Este nível de organização do conhecimento, embora já muito sofisticado, está ainda muito atrelado à linguagem escrita e à organização linear do conhecimento. Um Mapa Mental, tenta ir além destes limites.

liv090_0.jpgPor meu interesse em encontrar novas formas de aprender, tanto para mim quanto para favorecer uma escola/educação mais condizente com as atuais potencialidades, acabei encontrando o livro “Revolucionando o Aprendizado”, e li pela primeira vez uma explicação do que é e como se faz um MAPA MENTAL.

Um Mapa Mental seria, pois, o adicionar arte, ou novas formas de linguagem aos Mapas Conceituais. A relação entre os objetos de um Mapa Mental variam conforme aquele que o constrói mas, quanto mais emocionalmente forte (abusar das cores, dos desenhos impactantes, dos conectivos afetivos e símbolos pessoais) as conexões, melhor.

Veja abaixo um excelente exemplo de Mapa, inclusive pela importância de seu conteúdo:

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Fonte: portal Dcriativo no Facebook, tradução e adaptação de um Mapa Mental do site Learning Fundamentals.

Eu, geralmente, sigo os seguintes passos para fazer meus Mapas Mentais:

1) Leio atenciosamente o material indicado e neste primeiro momento já vou utilizando-me de algum outro recurso de estudo (grifar, sublinhar, copiar frases lembrando de colocar adequadamente a fonte para um possível resumo ou paráfrase);

2) arrumo o material necessário – papel ou cartolina (há ideias que precisam de espaço!!), lápis ou canetinha colorida;

3) decido, com base na leitura anterior (lembrar que há textos ou material bibliográfico que exigem mais de uma leitura, é o caso de textos nos quais não me sinto muito seguro quanto ao vocabulário ou a área temática) qual será a ideia ou ideias que servirão de início ou “centro” do Mapa;

4) tento encontrar maneiras engraçadas (o bom humor é um ótimo recurso de memória!) ou originais de expressar essas ideias iniciais ou “centrais” (não há necessidade de começar no centro do papel, o “central” aqui quer significar mais a importância que dou aquele argumento ou tese);

5) vou permitindo que as outras ideias comecem a se articular (uso setas em várias direções, galhos, flechas, elementos que me ajudam a lembrar se tratar, afinal, de um MAPA!

6) deixo para colorir mais ao final, tentando não desviar a atenção inicial de produzir “conexões” para, finalmente, terminar o Mapa quando sinto que esgotei todos as possíveis interações, interconexões ou interdependências.

Um Mapa Mental nada mais é, pois, que o uso de papel, lápis ou caneta colorida e muita liberdade para ir colocando, em forma de associação livre que vão ocorrendo naturalmente em nossas cabeças, as conexões entre ideias, articulações entre elementos, o desencadear de pontos importantes para o entendimento e compreensão PROFUNDA, de um texto, vídeo, palestra ou qualquer que seja a peça de informação. Ao finalizar um Mapa Mental, geralmente como resultado cognitivo temos uma entendimento mais articulado, não só linguístico e lógico, mas das muitas relações que pudemos estabelecer com aquele objeto de conhecimento. Como resultado afetivo temos uma grande satisfação e alegria de ter processado adequadamente novos elementos, articulados com antigos esquemas e experiências pessoais.

Hoje em dia há mesmo diversos softwares que servem de auxílio à produção de Mapas Mentais. Não obstante a facilidade que estes amigos eletrônicos trazem, se o aprender está diretamente ligado às ações ou movimentos que se faz para “assimilar” o objeto de conhecimento, seriam mais produtivos os Mapas Mentais feitos à mão (porque mais trabalhosos!) do que aqueles feitos na tela do computador? Os primeiros teriam a vantagem, no mínimo, de proporcionar a você um pequeno momento de descontração e ‘relax’, talvez tantas vezes necessário.

Mais informações e uma lista de softwares interessantes para fazer (online ou não) mapas conceituais ou mentais, veja aqui: http://www.mapamental.org/mapas-mentais/7-aplicativos-para-criacao-de-mapa-mental/

Aqueles que sabem ler em Inglês podem usufruir deste excelente site australiano que também traz um passo a passo e muitas outras coisas: http://learningfundamentals.com.au/blog/how-to-mind-map/

Inglês, inglês, inglês…ah anglofonia que nos rodeia, nos persegue e engole! Se ligo o rádio, lá está ele…se vou ao cinema, ando na rua, leio uma revista, the words are all around, don’t are? compass
Como disse anteriormente, no post onde apresento minha experiência de aprendizagem do castelhano, minhas vivências de aprendizagem de segunda língua foram despertadas após eu ter entrado na Faculdade. Mas como a memória é algo assim tão seletivo, abandonando ou pondo evidência naquilo que nos chama atenção, vou refazer esta minha proposição: de fato, já me interessava por outras línguas desde cedo. Sempre me incomodou o fato de ter o inglês desde a quinta série (hoje sexto ano) do ensino fundamental e aquilo não ir muito mais além do “To be” ou do “The book is on the table”. Tendo feito meu ensino fundamental em uma escola privada, mas bastante modesta de minha cidade (São José – SC), eu ainda me recordo do rosto sardento e grande da professora Sandra. Este foi, de fato, meu primeiro contato com uma segunda língua e, só por isso, já deveria agradecê-la. De qualquer forma, guardo a lembrança do meu primeiro livro texto nesta língua. Ora, os livros texto ou métodos, por mais simples que sejam, vão muito além do verbo ser/estar (to be). Assim, me vejo folheando nas minhas férias aquele livro de capa azul, que trazia pequenos textos com personagens jovens, desenhados em preto e branco, que tinham que resolver problemas indo e até Nova Yorke – ou New York – passar em frente à Estátua da Liberdade e acabar terminando o livro, ou aventura, na bela cidade de Los Angeles, mais especificamente no distrito de Hollywood.  Para os estudiosos dos métodos pode-se ver ali uma tentativa de aproximar o material e as discussões dos interesses e possibilidades dos estudantes. Do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, ao usar de imagens, lugares, experiências que o estudante já conheça, facilita-se o processo de assimilação e acomodação (jean Piaget). No entanto, a pergunta ainda persiste: o que ocorre que a maioria de nós, mesmo tento professores e vários anos de inglês no ensino fundamental – muitos com livros texto tão bons quanto aquele meu – continuamos tento, de fato, uma experiência pobre e pouco provocativa do aprendizado da língua de Shakespeare? Algumas possíveis respostas se encontram no fato de: a) o aprendizado de línguas, na maioria das escolas e, de modo especial, nas públicas, é colocado em terceiro ou quarto plano. As disciplinas mais importantes deixam sobrar apenas uma aula semanal para o ensino de segunda língua. Cria-se, pois uma cultura de “inferioridade” ou “menor importância” o que acaba sendo assimilado pelos alunos que “entendem” que é mais importante e urgente estudar matemática e física do que se dedicar ao estudo da língua inglesa; b) a variação e multiplicação dos métodos e livro texto que, como se sabe, facilitam o trabalho do professor – que segue um roteiro pré-estabelecido – mas dificultam a aproximação real e efetiva com a realidade e necessidades dos alunos. De fato, foi no ensino médio que me despertei para bandas e músicos tais como The Cure, Supertramp, Queen, Pink Floyd e então comecei a desejar compreender o que diziam em suas músicas e melodias tocantes. Mas, meu ensino médio foi em uma escola pública – muito boa, por sinal, mas totalmente voltada para a preparação dos estudantes para o vestibular. Resultado: menos inglês, mais física, química, biologia, matemática etc. Ora, é outro erro crasso! Se as escolas compreendessem que através do estudo de outras línguas se pode aprofundar o estudo nas diversas outras disciplinas e, como lambuja, ganhar uma noção mais estruturada de nossa língua materna, investiriam mais nessa aprendizagem. Pois, se Vigotski está certo, o culminar da auto-regulação está na apropriação ou internalização das ferramentas simbólicas e semióticas disponíveis na cultura. Para ele (Vigotski, 2002) quanto mais domínio tenho da língua, mais posso usar das ferramentas semióticas para mediar minhas funções psicológicas superiores. Bom, mas eu não vou me alongar mais. O post aqui é para dizer de minha experiência, ou seja, de como, então, me vi aprendendo e dominando o inglês. Isso ocorreu, de fato, na Universidade, um pouco depois de eu já ter tido contato com o espanhol. Fazendo um percurso acadêmico na Psicologia eu acabei me interessando por continuar meus estudos em outro país. Para tanto, contratei um professor particular que tinha sido, anteriormente, meu professor de Esperanto (este vai ser outro post). Ele havia morado no exterior (Europa e Estados Unidos) e tinha uma didática muito interessante – modificada e apropriada para cada aluno. Com ele passei, finalmente, do verbo “to be” para me comunicar e compreender naquela língua. Motivado para, também eu, morar fora e fazer minha pós graduação na Austrália, começamos a estudar e a enviar cartas solicitando bolsas de estudo. Isso acabou não ocorrendo mas o aprendizado e o desenvolvimento que imprimi, me permitiu dar continuidade ao estudo do inglês em outros locais e momentos. Hoje, como professor Universitário, uso cotidianamente destes conhecimentos linguísticos que, numa sociedade globalizada como a nossa, possibilitam interagir e controlar, ainda que modestamente, da qualidade e quantidade de informação que chega até nós.

Referência: Vigotski, L. S. A formação Social da mente. Martins Fontes, S.P., 2002.